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Será que estamos assim tão longe do oriente médio?

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Será que estamos assim tão longe do oriente médio?

Mensagem por Jack em Dom Jan 23 2011, 18:09

Quem vê Antonio na rua, Bíblia debaixo do braço, roupa social, jeito de gente boa, já imagina: “O sujeito é crente.”

Na igreja, então, o homem é um exemplo de bondade. É calmo, freqüenta o curso para se tornar obreiro (quando se formar, dará aula na escola dominical), vira anjo ao cruzar a porta do templo. “Faz pregações maravilhosas”, diz a mulher, Joana, 39 anos, casada há 15 com Antonio. “Ele fala sobre a paz e como todos devem amar seus inimigos.”
Só que Antonio, manso como uma ovelha do rebanho do Senhor ao lado de seus “irmãozinhos”, se transforma em bicho bravo quando está sozinho com a família. Dentro de casa, diz palavrões, agride a mulher. “Ele já me agarrou pelo cabelo e me jogou em cima da cama”, conta Joana. “Também atirou um frasco de xampu na minha cabeça. Não sei por que age assim.”



Como Joana, outras evangélicas, com saias longas, cabelos e mágoa pesando sobre os ombros, também não entendem a mudança de seus homens quando eles põem os pés fora da igreja e brandem as mãos dentro de casa. E, cansadas de não achar refúgio na paz de seus templos - elas preferem não divulgar o nome das igrejas que freqüentam -, encontraram abrigo na Casa de Isabel, uma ONG da Zona Leste que, em parceria com a Prefeitura e o Estado, oferece assistência psicológica e jurídica a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência.

A romaria de evangélicas à Casa de Isabel está assustando a pesquisadora da área da violência e presidente da entidade Sônia Regina Maurelli. A ONG atende 3 mil mulheres por mês. “Posso afirmar que 90% são freqüentadoras assíduas de igrejas evangélicas”, diz a pesquisadora. “Me surpreende é ver as mulheres submetidas à doutrina das igrejas. Ser submissa não é tolerar espancamento.”

Analisando suas estatísticas, Sônia observa que grande parte das igrejas não oferece aos fiéis um trabalho de aconselhamento. “Se existisse, esta casa não estaria tão cheia. Acredito que essas mulheres estão nos procurando porque estão lendo e se informando mais.” Joana, a mulher de Antonio, admite que as portas da Casa de Isabel foram as únicas que se abriram para socorrê-la: “Procurei a PASTORA da minha igreja e ela me falou que problema como o meu tinha de ser resolvido entre marido e mulher.”

A palavra-chave citada pelas evangélicas ouvidas pelo JT foi “submissão” - além de Joana, Lurdes, 33 anos, e Ana, 54, concordaram em falar sobre o que acontece dentro de suas casas. Joana diz: “Quando reclamo com o Antonio, ele fala de um versículo bíblico: ‘Mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos’. Só que a Bíblia não fala para a gente ser escrava deles.”



Ana, 33 anos de casada, convive com o marido que esqueceu os ensinamentos sobre respeito e harmonia: “Não tenho nenhum carinho. Só palavrões. A agressão verbal às vezes é pior que tapa. Um tapa você revida, mas a mágoa nada pode tirar.” Muitas vezes, Ana pensou em separação, mas desistiu: “Ele me xinga. Depois fica mansinho e lava a louça para mim.”

Joana também fica dividida entre deixar Antonio, por causa das agressões, e a culpa que sente por não se considerar uma boa dona de casa. “Não sei arrumar um guarda-roupa tão impecável como minha mãe”, conta. “Detesto passar roupa e ele só usa camisa social.”

Casada há 9 anos, Lurdes, até pouco tempo atrás, ia com o marido à igreja. Hoje, depois de uma decepção, ele parou de freqüentar o templo: ” Viu uns ‘irmãos’ da igreja bebendo num bar e ficou revoltado. Não me bate, mas me humilha e diz todo tipo de palavrões.”

A vida de Lurdes se tornou mais difícil depois que, meses atrás, foi vítima de estupro. “Começou a dizer que, se fui atacada, é porque dei bola para o estuprador. Eu não exponho meu corpo. Mas meu marido não teve compreensão. Vive dizendo: ‘Você não é uma mulher direita’. Não posso contar com ninguém na igreja porque lá me dizem: ‘Ninguém precisa de psicólogo. Aqui, o psicólogo é Jesus’.”

Com disse no título...será que esses maridos, estão tão longe dos árabes e suas leis?

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Re: Será que estamos assim tão longe do oriente médio?

Mensagem por Tosta em Seg Jan 24 2011, 13:41

Tópico polêmico hein Mr...
Não me lembro em qual tópico e qual pessoa fez esse comentário, mais ainda esse mês alguem daqui do fórum citou que o problema maior de algumas religiões são as pessoas que as patricam pois ao lerem a bíblia ou outros livros sagrados os mesmo devem saber interpretá-los...

Citei sobre isso no tópico Como diz na Bíblia... ou seria no Senhor dos Anéis?

Minhas palavras foram:
Tosta escreveu:A única coisa que me vem a cabeça é:
Porque determinados grupos promovem a guerra santa???

Porque está escrito lá no Alcorão ou Corão:
...Deus
ou o filho dele, voltará a terra munido de uma legião de anjos armados e
em pouco tempo irá exterminar os impuros e salvará apenas os dignos de suas glória...

Daí aparece um louco como o tal do Bin Ladden e enquanto Deus não aparece vai "exterminando os impuros" com atentados terroristas crente que vai para um paraiso com muitas virgens...

Aprender à INTERPRETÁ-LA é o essencial para as pessoas...
Infelizmente tem algumas religiões que proibem seus fiéis de tomar café, cortar o cabelo e assistir TV e onde está isso na biblia???

Ou seja esse pensamento que traduz...
“Quando reclamo com o Antonio, ele fala de um versículo bíblico: ‘Mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos’.

É ao meu ver uma tradução nítida do que já havia dito em outros tópicos daqui... Vai de encontro com a teoria de que "Quanto mais ignorante formos, mais sentiremos saúdades de ser manipulados por outras entidades..."

Respeito todas religiões, mesmo não fazendo parte de nenhuma delas, porém usar do bom senso e aprender a traduzir/interpretar as coisas como elas realmente são, é vital para o bem social dos seres.

Jamais ler uma coisa e traduzir em sentido de suas vantagens; porque ai não é Bíblico é Lei de Gerson...


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